GEBESS – Grupo de Estudos Bilíngue em Educação de Surdos e Surdocegos

Depois de milhares de professores de todo o Brasil pedirem ajuda de como lidar com a orientação e educação de seus alunos surdocegos e surdos resolvemos criar o Grupo de Estudos Bilíngue em Educação de Surdos e Surdocegos – GEBESS.
Esses professores estão atuando em salas de aulas sem noção de quem são seus alunos, do que precisam em termos de tecnologia assistiva, de como fazer a inclusão de crianças surdas e surdocegas. Muitos não sabem que a surdocegueira pode estar presente diante da manifestação da deficiência múltipla sensorial.
E outros acreditam que uma sala bilíngue com Libras, instrutor surdo e intérprete de Libras inseridos numa escola regular resolve as questões educacionais e sociais para a formação humana das crianças surdas. Ledo engano!
E crença errônea ocorre por diversos motivos. Dentre eles, o mais aberrante de todos:
Falha e/ou falta na informação e formação dos professores. Quer ocorra no período da graduação, quer nos cursos de educação continuada, de especialização, mestrado e doutorado.
Milhares de crianças surdas e surdocegas estão desamparadas e não acolhidas nas escolas brasileiras porque gestores, professores, apoio e os pais não sabem como atender às demandas dessas crianças.
E as universidades e centros de formação de professores seguem alienando ainda mais os estudantes com desvios dos conteúdos daquilo que seria aprender a Língua Libras para questões socioantropológicas e ideológicas da surdez e da Libras.
Instrutores e professores surdos estão atuando nas universidades e nas escolas, assumindo a sala de aula, sem domínio mínimo da escrita da Língua Portuguesa como previsto na legislação.
E os centros de formação de professores não oferecem disciplinas nem formação que atendam às demandas das questões metodológicas e estratégicas diante de crianças surdas e surdocegas.
E, como consequência, acabam por desviarem o foco da formação sem discutirem, de fato, as questões pedagógicas e andragógicas que envolvem a educação de surdos e surdocegos diante da inclusão escolar e do uso da Libras como instrumento de acesso ao conhecimento escolar.
O campo de ensino da Libras virou espaço de lutas ideológicas e interesses pessoais em detrimento dos sociais.
A pouca sensibilidade, interesse e humanidade de coordenadores de cursos e das disciplinas de Libras na formação de professores, intérpretes e instrutores de Libras nos Centros de formação superior do Brasil resulta na prática docente alienada, insegura e inconsequente na sala de aula com crianças com deficiência auditiva profunda bilateral (surdas) e com surdocegueira.
O GEBESS tem o compromisso de levantar essas questões a nível nacional, estudar, investigar, discutir, analisar e, quando necessário e possível, propor alternativas metodológicas que contribuam para a resolução ou, pelo menos, a minimização de conflitos para a melhor relação de convivência e formação de crianças que carecem de encontrar escolas com ambiente inclusivo adequado às suas necessidades.
Agradecemos ao Grupo Brasil e a AHIMSA pela formação inicial e pelo despertar da importância de se ter a temática da surdocegueira efervescente na formação acadêmica e educação continuada.
E a todos aqueles que assistirem este vídeo e ficarem interessados em participar, entrem em contato com libras.pernambuco@gmail.com para receber orientações de como participar do grupo também no whatsapp

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